Ricky Martin tornou-se conhecido pelo sucesso da música ‘Livin La Vida Loca’ [1999], contudo (e ironicamente), esse tempo da sua vida é dos que recorda como mais duros. O início da carreira coincidiu com a consciência sobre sua homoessexualidade, período que levantou dúvidas e o marcou por um profundo sofrimento. 

“Não estava vivendo ao máximo. Entrava em palco para cantar, porque era a única forma de contrabalançar as minhas emoções, sair desta enorme tristeza em que estava metido. E depois houve um momento em que eu disse que tinha de parar”, recordou numa entrevista recente à Proud Radio. 

Essa fase em que estava ‘no armário’ causou-lhe momentos de ansiedade pelo medo da reação do público e pela preocupação em gerir algo tão íntimo com uma carreira musical ascendente.

“Disse que não podia mais, que tinha de ir para casa. Precisava de silêncio, de chorar. De me zangar (…) Organizei tudo e ainda não estava pronto para me assumir, mas fui aberto com todos à minha volta. Só não tinha a força necessária para o tornar público”, recordou.

Foi na publicação de um livro de memórias, em 2010, que ganhou fôlego para tornar pública a sua orientação sexual. “A dada altura, enquanto escrevia o meu livro, comecei a pensar: Será que sou gay? Será que sou bissexual? E concluí que era gay. Assim que escrevi isso e cliquei no enviar, chorei que nem um doido. Desde então que estou feliz”. 

Vale referir que Ricky Martin é casado com Jwan Yosef. O casal tem quatro filhos:  Renn, de oito meses, Lúcia, de um ano e meio, e os gémeos Matteo e Valentino, de 11.