Depois de ter flertado outra vez com impasse e possíveis rupturas, a União Europeia conseguiu chegar a um acordo fundamental para o seu futuro. Os líderes dos 27 integrantes do bloco anunciaram nesta manhã um novo pacote econômico sem precedentes com a intenção é socorrer os países que foram mais atingidos pela pandemia de coronavírus, tanto na questão de saúde pública quanto na economia.

Há algumas semanas, Angela Merkel mandou o recado para o seu público interno: não existe Alemanha forte sem uma União Europeia forte. O lema da chanceler já tinha sido encampado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, outro entusiasta do pacote de socorro econômico. Mas mesmo com os dois sócios-fundadores, e grandes avalistas do esquema todo, no mesmo lado, ainda havia divergência.

Dessa vez a União Europeia será muito mais generosa com seus sócios em dificuldades. O bloco vai disponibilizar 750 bilhões de euros neste plano de socorro, o equivalente a mais de R$ 4,5 trilhões. Desse total, 390 bilhões serão distribuídos na forma de doação mesmo — para aliviar os impactos da pandemia. Espanha e Itália devem ser os principais beneficiados por esses pagamentos. Os outros 360 bilhões de euros serão destinados para empréstimos a juros baixos para os integrantes do bloco.

Países em situação financeira menos complicada, como Holanda e Áustria, relutavam em aceitar este formato de pacote. Os países não queriam ter que pagar a conta de novo para socorrer os vizinhos que já estão ultra endividados. Mas prevaleceu a tese de unidade e que no final das contas todas as economias do bloco precisam caminhar juntas. Várias concessões foram feitas para ambos os lados durante os quatro dias de reuniões em Bruxelas, na cúpula mais longa do bloco em 20 anos.

O resultado final foi bastante celebrado pelos líderes da UE e Macron classificou o acordo como histórico. Sophie Wilmès, primeira-ministra da Bélgica, declarou que a União Europeia nunca investiu em seu futuro dessa forma. A presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou que é preciso conquistar o apoio do parlamento europeu, mas que o bloco deu um passo histórico ao fechar este acordo.

Em outro destaque na Grã Bretanha, o governo conservador anuncia nesta terça um aumento de salário para 900 mil funcionários públicos do país. A correção acima da inflação para categorias como médicos, professores e policiais está sendo divulgada como forma de agradecimento ao trabalho dos servidores durante a pandemia. O ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, que é o arauto das notícias relacionadas a pandemia, ressaltou que esses trabalhadores deram uma contribuição vital para o país durante a quarentena.