A elétrica Eneva divulgou nesta quinta-feira, 23, que irá fazer uma nova proposta, que envolve ações e dinheiro, para adquirir as operações da AES Tietê, caso receba apoio do BNDES Participações, o maior detentor de ações da companhia. A Eneva planeja submeter à administração da AES Tietê um projeto de incorporação envolvendo as duas companhias com a relação de troca implícita correspondente a 0,06539522 novas ações ordinárias de emissão da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial de emissão da AES Tietê ou de 0,32697609 por UNIT, totalizando 130.498.292 novas ações ordinárias de emissão da Eneva. A negociação ainda envolve uma parcela de aproximadamente R$ 728 milhões, equivalente a R$ 0,36 por cada ação ordinária ou preferencial ou R$ 1,82 por UNIT. A relação de troca ainda contempla um prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias na atualidade. “Se essa compra se concretizar, vai nascer uma das maiores empresas de energia do Brasil”, afirmou à Jovem Pan o diretor operacional da corretora Mirae, Pablo Spyer.

“A união das duas companhias criaria uma plataforma eficiente de ativos de geração de energia, com grande diferencial competitivo, viabilizaria a ampliação da geração de receita e menor volatilidade do fluxo de caixa, além de oferecer um salto de governança corporativa para os acionistas da AES Tietê, que passariam a compor a base acionária de uma empresa maior e com mais liquidez, listada no Novo Mercado da B3”, informa trecho do fato relevante divulgado aos acionistas e ao mercado financeiro.

Com negócios em hidrelétricas e parques eólicos e solares, a AES Tietê é uma das referências na produção de energia renovável, enquanto a Eneva possui usinas de geração de energia a gás e carvão. O BNDES Participações detém 28,4% do capital da AES Tietê, e contratou a BR Partnerts como assessora para vender a sua fatia de participação no negócio. O prazo para os interessados encaminharem suas propostas encerrou hoje. Essa não é a primeira vez que a Eneva investe sobre a companhia elétrica. Em março, a empresa fez uma proposta que envolvia a troca de ações e aproximadamente R$ 2,7 bilhões, mas foi rejeitada pelos acionistas da AES Tietê.