O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-geral da República se manifeste sobre a notícia-crime apresentada contra Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. O caso é o das investigações do Facebook que terminaram na remoção de contas ligadas a gabinetes da família do presidente e ao PSL na rede social. A representação foi feita ao STF pela deputada Maria Perpétua (PCdoB-AC).

Ao Supremo, a parlamentar afirmou que há “fortes indícios” da prática de ações delitivas supostamente praticadas pela família Bolsonaro e seus aliados. Entre elas estariam crimes como calúnia, difamação, injúria e ameaça contra o STF e seus ministros — além de ameaças contra o Poder Legislativo e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A deputada pede que a notícia-crime seja incluída no inquérito das fake news. O procedimento adotado por Moraes é praxe nesse tipo de ação e foi publicada nesta quinta-feira (23). Tanto Jair Bolsonaro quanto os filhos Flávio e Eduardo não são formalmente investigador. A PGR vai analisar se há elementos que justifiquem o pedido de abertura de apuração do STF sobre a situação.

Entenda

Na ocasião, foram tiradas do ar 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 8 contas no Instagram. O Facebook, empresa responsável pelas duas redes sociais, afirmou que foram encontrados perfis falsos e com comportamento inautêntico. Mesmo com a tentativa de ocultação de identidade, as investigações encontraram ligações de pessoas ligados ao PSL e ao gabinete de Eduardo e Flávio, além dos deputados Anderson Moraes e Alana Passos.