A Organização das Nações Unidas (ONU) propôs nesta quinta-feira, 23, que cerca de 2,7 bilhões de pessoas que vivem abaixo ou muito perto da linha da pobreza — mais de um terço da população mundial — recebam uma renda básica, a fim de conter o avanço do coronavírus. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a ideia é que os recursos permitam à população de países mais pobres cumprir a quarentena e as medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço da pandemia.

Em um relatório, o PNUD calcula que a renda básica custaria cerca de 199 bilhões de dólares por mês para contemplar o público sugerido, espalhado por 132 países — um valor alto, mas que o órgão considera aceitável diante da emergência sanitária e social que o mundo enfrenta. Um dos autores do texto, George Gray Molina, atribuiu o incessante contágio pela Covid-19 ao grande número de trabalhadores que não cumprem a quarentena por não terem escopo financeiro para.

O PNUD oferece, no relatório, diferentes propostas de valor, duração do auxílio — três, seis ou nove meses —  e formas de pagamento. Todas, no entanto, que toda a população viva com um salário diário acima dos valores estipulados pelos critérios de vulnerabilidade, que varia de país para país.

*com Agência EFE