SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O seriado “Diário de um Confinado”, criado por Bruno Mazzeo e por sua mulher, Joana Jabace, se despede do público com sua última exibição neste sábado (25), após a novela “Fina Estampa”.

Será a junção dos capítulos já disponíveis no Globoplay “Faxina”, “Reunião de Condomínio” e “Último”. Eles trarão uma mensagem esperançosa de dias melhores após a pandemia.

E de acordo com Mazzeo, a série foi feita na raça, foi importante pelo modo como foi realizada e pelo momento. “Eu faria, sim, tudo de novo. Quando terminamos, a primeira sensação que veio foi de vazio. Para mim, o grande objetivo desse projeto era fazer. E valeu muito a pena ter feito. Antes de começarmos a gravar, eu ainda questionava se devia ou não fazer. Hoje, depois de tudo, só agradeço por não ter desistido”, revela Mazzeo.

A parceria com Joana, esposa e que também foi a diretora artística, rendeu muito. “Muito graças à Joana que me motivava nesses momentos, não deixava minha peteca cair. Foi muito importante, não teve nada negativo. Foi bom para mim, pessoalmente, como artista. Foi muito bom para o casamento também.”

A repercussão, na opinião dele, foi incrível. Apesar de não ir às ruas, ele diz ter percebido por amigos em comum e pelas redes sociais um aumento no interesse por parte das pessoas. “Todos entenderam a situação, valorizaram o fato de termos feito nesse momento, de termos feito em casa. As pessoas assistiram sabendo que fizemos na raça. E uma sensação muito boa foi a da identificação do público. Isso significa que fizemos as opções certas, sobretudo em termos de comédia, da maneira de comunicar”, afirma.

Em relação às repercussões, ele conta que recebeu uma mensagem que chamou a atenção e que mostrou a ele que tudo valeu a pena. “Recebi muita mensagem de gente agradecendo por fazermos nesse momento. Mensagens até emocionantes como a de uma moça dizendo que a mãe estava com Covid e que o programa foi a primeira coisa que a fez sorrir”, lembra.

Bruno Mazzeo encerra ao dizer que ninguém deverá sair igual da quarentena seja lá quando ela acabar. Ele opina sobre o atual momento que vivemos. “Não dá para enfrentar um tsunami como se fosse uma marola. Acho que quem estiver ligado vai sair diferente, vai tentar tirar de uma tragédia como essa uma lição para levar adiante. Eu tive oportunidade de olhar para a minha vida de um outro lugar. Me coloco nessa porque hoje digo coisas que quero levar para a minha vida, mas que também não sei se vou conseguir”, diz.