Os seis advogados de José Serra entraram com um pedido para que o Supremo Tribunal Federal suspenda as investigações da “Lava Jato Eleitoral“, em que ele é investigado. A defesa do tucano afirma que o Ministério Público Eleitoral está usando fatos relacionados ao atual mandato dele, o que viola o benefício do foro privilegiado. Os advogados justificaram afirmando que, ao pedir a aprovação para a operação, a Promotoria e a Polícia Federal apresentaram requerimentos e projetos de lei ligados à área da saúde propostos entre os anos de 2015 e 2020.

Serra é alvo da Operação Paralelo 23, da Polícia Federal, por suposto caixa dois no pleito de 2014, quando concorria a vaga no Senado. As apurações são baseadas na delação de Elon Gomes, que relatou repasses de R$ 5 milhões para alavancar a campanha passada. O empresário é ligado à corretora de planos de saúde Qualicorp, que relatou repasses milionários para alavancar a campanha do tucano ao Senado. O presidente do conglomerado de saúde, José Seripieri Filho, foi preso na terça-feira pela PF.

O relator da reivindicação de José Serra no Supremo é o ministro Gilmar Mendes. Durante o recesso do Judiciário, o responsável pelo plantão é o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Toffoli emitiu uma liminar proibindo buscas e apreensões no gabinete do tucano. O ministro disse que a ação poderia atingir informações relacionadas à “atividade parlamentar do senador da República.

*Com informações da repórter Camila Yunes