A preocupação das autoridades da Espanha aumenta com o crescimento diário das infecções pelo novo coronavírus, que se multiplicou por sete desde o fim do estado de alarme, quando o deslocamento de pessoas foi retomado e as relações sociais e atividade econômica se intensificaram. No dia 21 de junho terminou o estado de alarme, que durou mais de três meses, com fronteiras fechadas e fortes limitações da atividade socioeconômica para conter a pandemia da Covid-19. No entanto, o governo registrou 971 novos positivos da doença na quinta-feira (23), com 281 surtos ativos espalhados por todo o país e 3,2 mil casos associados. As circunstâncias forçaram isolamentos seletivo da população e restrições à circulação e atividade em regiões e localidades específicas como Aragão e Catalunha (nordeste), mas também em Navarra (norte) e Múrcia (sudeste).

Para conter os avanços, autoridades regionais generalizam os testes de diagnóstico e o rastreio segue sendo efetuado. Muitos dos surtos se originam de reuniões familiares e concentração de pessoas, especialmente jovens; em festas e locais de vida noturna. Essa atividade teve que ser temporariamente restrita ou proibida em vários lugares. “Estamos preocupados”, reconheceu a chefe de área do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde do Ministério da Saúde, dra. Maria José Sierra. No entanto, indicou que as medidas adotadas pelas autoridades regionais “podem ser eficazes” e que o mais importante é a detecção precoce de casos. “Se não fizermos todos um esforço, não vamos controlar a transmissão”, alertou.

*Com informações da EFE