O Brasil já tem mais de 2.287.000 infectados pelo coronavírus. Segundo o governo, foram quase 60 mil novos casos registrados em 24 horas. Com 1.311 novas mortes confirmadas, o país já soma mais de 84 mil mortos pela doença. Enquanto isso, em visita a Curitiba na quinta-feira (23), o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, foi questionado sobre um alerta do Comitê de Operações de Emergência da pasta de que os efeitos da pandemia poderiam perdurar por até dois anos se ações de distanciamento social não fossem adotadas. Segundo Pazuello, “não cabe ao ministro executar medidas de isolamento”.

Um levantamento, realizado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Área da Saúde, apontou que mais de 95% dos hospitais privados estão sofrendo com a falta de anestésicos e relaxantes musculares.  Essas drogas são vitais nos tratamentos de pacientes com Covid-19 em estado grave. Os gestores dizem que entre os motivos alegados pelo mercado farmacêutico para o desabastecimento estão aumento da demanda, problemas na importação de matéria-prima, falta de estoque e limitação de produção. Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de Sāo Paulo, Francisco Balestrin, a situação é crítica.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que está auxiliando estados e municípios que não têm conseguido realizar compras de relaxantes musculares e sedativos.  Segundo a pasta, o governo federal adquiriu e entregou mais de 800 mil unidades produzidos pela indústria nacional e outras 54 mil unidades de laboratórios uruguaios. Outra compra deve ocorrer por meio da Organização Pan-Americana de Saúde, que fará a aquisição de produtos no mercado internacional.

*Com informações da repórter Letícia Santini