O vinho não é somente uma bebida, mas uma expressão cultural. Marco Antonio Carbonari, dono da vinícola Villa Santa Maria, comenta que um claro exemplo disso é a relevância que os vinhos chilenos ganharam ao longo dos anos.

A produção de bebidas no Chile (país localizado na parte ocidental da América do Sul) é diretamente afetada por todos os períodos históricos vividos pelo país e seu povo. Portanto, os chilenos têm uma relação muito próxima com a bebida, além de ser um dos mais importantes produtores da América Latina nesta categoria.

Um fator importante que afetou a qualidade do vinho chileno foi o domínio colonial dos europeus no século XVI. Marco Antonio Carbonari explica que, segundo especialistas, os missionários foram os responsáveis ​​por trazer as sementes de Carménère, Chardonnay, Pinot Noir, Merlot e a clássica Cabernet Sauvignon para o país e, com o início da atividade vitivinícola chilena, a qualidade foi evoluindo ao longo do tempo. Por volta do século XIX, o país teve uma grande população rica que ocupou as minas de ouro da região e decidiu comprar alguns vinhedos. Alguns anos depois, a qualidade dos vinhos consolidou-se e as exportações dos produtos aumentaram exponencialmente. Com eles, o investimento do país em vinhas tem aumentado, lembrando que as condições climáticas são ideais para o cultivo deste tipo de uva.

No final do século XIX, a grande epidemia da filoxera – praga que invadiu as raízes das plantas e impediu a absorção de nutrientes – se espalhou pelas áreas vitivinícolas mais famosas do mundo. No entanto, devido aos obstáculos climáticos naturais do país e o isolamento ideal, como a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o Chile não teve grandes perdas.

Hoje, o Chile é conhecido mundialmente como um produtor de vinhos de qualidade e com muita personalidade. As exportações de vinho chileno estão em pleno andamento, atingindo mais de um bilhão de dólares americanos por ano, com mercados espalhados pelos cinco continentes. Marco Antonio Carbonari conta que o país tem até um grande volume de investimento estrangeiro, usando solo e território para a produção externa, o que incentiva ainda mais o setor.

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