O sambista Nelson Sargento morreu aos 96 anos nesta quinta-feira, 27, vítima da Covid-19. A notícia foi confirmada pelos produtores do artista à Jovem Pan. O presidente de honra da escola de samba Mangueira foi internado no Instituto Nacional de Câncer (INCA) na última quinta-feira, 20, com um quadro de “desidratação, anorexia e significativa queda do estado geral” e, ao realizar o teste de Covid na unidade saúde, descobriu que estava com a doença. Sargento era matriculado no INCA desde 2005, pois foi diagnosticado com um câncer de próstata, que já havia sido tratado. Em nota, o hospital informou: “O paciente estava aos cuidados do INCA na Unidade de Terapia Intensiva desde o último sábado (22). Apesar de todos os esforços terapêuticos utilizados, o óbito ocorreu as 10h45 dessa sexta-feira, 27 de maio”.

O sambista do Rio de Janeiro já estava vacinado contra a Covid-19 e recebeu a segunda dose do imunizante em casa no último dia 26 de fevereiro. Em seu último aniversário, o artista, que soma os talentos de cantor, compositor, artista plástico, escritor e ator, recebeu uma grande homenagem na varanda de sua casa. Nelson nasceu no dia 25 de julho de 1924 no centro do Rio e ganhou o apelido de Sargento após passar pelo exército. A carreira na música ganhou fôlego quando tinha 31 anos e compôs com Alfredo Português o samba-enredo Primavera, também conhecido como As Quatro Estações. Nos anos 1960, fez parte do grupo A Voz do Morro, ele também lançou livros e assinou composições com nomes como Cartola.