O vereador de São Paulo Senival Moura (PT), suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), amenizou as investigações da Polícia Civil e afirmou que “há muita conversa fiada”. Em seu primeiro discurso na casa sobre o tema, o parlamentar disse que desde fevereiro de 2020 não faz mais parte do quadro sócios da TransUnião, empresa de ônibus investigada por suposta ligação com o PCC. Segundo a Polícia, integrantes da facção criminosa detém cerca de 40% da frota da companhia. Senival é um dos fundadores da companhia e dono de pelo menos 13 ônibus. No entanto, segundo agentes, ele teve que entregar os veículos para a facção depois de integrantes descobrirem um suposto desvio de dinheiro. Os investigadores também suspeitam ainda que o vereador esteja envolvido na morte do empresário Adauto Soares Jorge. Entretanto, o vereador petista afirma que seu motorista Devanil Souza Nascimento, acusado de contribuir para o crime, também é uma vítima de acusações infundadas.

“A pessoa que estava com ele nesse dia, que se chama Devanil, também é vítima da mesma forma, isso que quero deixar claro aqui. Não tem participação nenhuma, ele é vítima. Também tem relação com a gente, trabalhamos cerca de 30 anos juntos, pai de família, tem seus três filhos e é um trabalhador, um batalhador. Devanil é outra vítima, quero deixar claro e registrado”, afirmou. O vereador Delegado Palumbo (MDB) protocolou um requerimento para criar uma CPI para investigar as empresas que atuam no transporte coletivo da capital paulista, incluindo a TransUnião. No entanto, até o momento, o parlamentar colheu apenas três das 19 assinaturas necessárias.

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