A FourAgro acompanha o interesse de propriedades e agroindústrias em transformar resíduos da própria produção em energia, considerando o investimento inicial e o prazo de maturação desses projetos.
A FourAgro observa um interesse crescente de produtores e agroindústrias em aproveitar resíduos da própria operação, como dejetos de criação animal, bagaço, casca e restos de colheita, para gerar energia por meio de biodigestores e sistemas de biomassa. Diferente da energia solar, que depende principalmente do investimento em painéis fotovoltaicos, esse tipo de projeto costuma envolver estrutura mais complexa, incluindo biodigestores, sistemas de captação e tratamento do resíduo e, em alguns casos, equipamentos para converter o biogás em eletricidade ou em combustível para uso na própria propriedade.
Segundo a empresa, esse tipo de investimento costuma atrair propriedades e agroindústrias que já lidam com grande volume de resíduo orgânico como parte natural da atividade, caso de granjas, confinamentos de gado e agroindústrias de processamento, para as quais o resíduo deixa de ser apenas um passivo ambiental e passa a ser avaliado também como insumo energético. A companhia afirma que seu contato próximo com esse tipo de operação, ao longo dos projetos de crédito já estruturados para o agronegócio, ajuda a avaliar com mais rapidez se o volume de resíduo de uma propriedade tem potencial energético relevante para justificar o investimento.
Prazo de maturação do investimento exige atenção redobrada ao fluxo de caixa
Um biodigestor ou uma planta de biomassa não costuma entrar em operação plena logo após a instalação: existe um período de ajuste até que o sistema atinja a capacidade projetada de geração, o que significa que a propriedade ou agroindústria pode arcar com as parcelas do investimento antes de perceber qualquer redução relevante no custo de energia. A FourAgro afirma que esse intervalo entre a aquisição e a maturação plena do sistema é um dos primeiros pontos avaliados ao estruturar esse tipo de projeto, já que impacta diretamente o prazo mais adequado para a operação de crédito ou consórcio.
Segundo a companhia, quando o consórcio é a modalidade escolhida, a ausência de juros sobre a carta de crédito tende a reduzir o custo total da operação, desde que o cliente tenha margem de prazo para aguardar a contemplação sem depender exclusivamente desse investimento para equilibrar o custo de energia no curto prazo. A empresa reforça que o consórcio não garante economia predeterminada na conta de energia, nem prazo determinado de contemplação, mesmo quando o cliente reforça o valor do lance ofertado.
Análise individualizada considera volume de resíduo e uso pretendido da energia gerada
A FourAgro afirma tratar cada projeto de geração de energia a partir de biomassa ou biogás com análise individualizada, avaliando o volume de resíduo disponível na propriedade ou agroindústria, o uso pretendido da energia gerada, seja consumo próprio, seja eventual comercialização do excedente, e a capacidade financeira do cliente para absorver o investimento inicial. Fundada por quatro sócios com formações complementares, dois bacharéis em Direito, um engenheiro civil e um administrador, a companhia relaciona essa formação multidisciplinar à leitura conjunta dos aspectos técnicos, contratuais e financeiros de cada operação.
A empresa também mantém relacionamento comercial com administradoras de consórcio e instituições bancárias, o que, segundo ela, amplia as alternativas disponíveis para adequar prazo e modalidade de crédito ao tipo específico de projeto energético avaliado pelo cliente. Essa análise costuma se conectar à presença da companhia em feiras do agronegócio, como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural, Agrotins e Norte Show, eventos em que, segundo a empresa, o contato com produtores e agroindústrias tem mostrado interesse crescente por alternativas energéticas ligadas à própria atividade produtiva.
Diferença entre projetos de pequena escala e investimentos de agroindústrias maiores
O dimensionamento de um projeto de biomassa ou biogás muda significativamente entre uma propriedade de menor porte, que busca reduzir o próprio custo de energia elétrica, e uma agroindústria de maior escala, que pode avaliar a geração de energia como parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento de resíduos e redução de custos operacionais. A FourAgro afirma acompanhar essa diferença de escala já na fase de estruturação do projeto, evitando tratar propriedades familiares e agroindústrias de grande porte com o mesmo modelo de análise.
Para clientes que avaliam expandir um sistema já existente, seja aumentando a capacidade de um biodigestor, seja instalando uma segunda unidade em outra propriedade, a companhia afirma considerar o conjunto de ativos energéticos já em operação, e não apenas o valor isolado do novo investimento, já que a decisão pode impactar a capacidade financeira do cliente para outras prioridades da operação nos meses seguintes.
A companhia também observa que, diferente de um sistema fotovoltaico, cujo custo de manutenção costuma ser relativamente previsível ao longo dos anos, um biodigestor exige manutenção mais frequente e especializada, fator que a empresa afirma incluir na análise de viabilidade financeira do projeto, ao lado do custo de aquisição e do prazo de maturação do investimento.