Apresentação de 11 minutos no MetLife Stadium marcou a primeira vez que uma final de Copa teve intervalo musical nos moldes do Super Bowl, reunindo estrelas internacionais.
A final da Copa do Mundo de 2026, disputada neste domingo entre Argentina e Espanha, entrou para a história por um motivo que vai além do futebol. Pela primeira vez em uma decisão do Mundial, o intervalo da partida foi ocupado por um espetáculo musical de grande porte, reunindo nomes como Madonna, Justin Bieber, Shakira e o grupo sul-coreano BTS. A apresentação teve cerca de 11 minutos e aconteceu no MetLife Stadium, em Nova York e Nova Jersey, seguindo o formato consagrado pelo Super Bowl norte-americano. A curadoria artística ficou a cargo de Chris Martin, vocalista do Coldplay, que já vinha sendo anunciado como responsável por fechar o line-up do evento. Terra
Uma reunião de gerações e estilos musicais diferentes
O que chamou atenção no espetáculo foi a diversidade de estilos reunidos em poucos minutos de apresentação. Madonna cantou uma versão remixada de “Music” com elementos de “Danceteria”, faixa do álbum “Confessions on the Dancefloor II”, e teve a companhia de Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno durante a performance. Já o BTS, que atravessa um momento de retomada após o hiato do grupo, apostou em um clássico do próprio repertório. O grupo apresentou “Dynamite”, uma das faixas mais populares da carreira, em uma das maiores exibições dos sete integrantes desde a pausa nas atividades conjuntas.
Shakira, que já havia headlineado o intervalo da Copa América de 2024, voltou a marcar presença em um grande evento esportivo, mas dessa vez em parceria com outro nome internacional. A cantora colombiana dividiu o palco com o nigeriano Burna Boy para uma performance de “Dai Dai”, canção lançada especialmente para a iniciativa social do torneio e que se tornou uma espécie de hino não oficial da competição. Justin Bieber, por sua vez, teve sua participação confirmada depois do anúncio inicial do line-up e optou por um formato mais intimista. O cantor canadense se apresentou no estilo voz e violão, escolhendo a faixa “Everything Hallelujah” para o momento.
Homenagem a Pelé encerrou a apresentação
Um dos pontos mais comentados do show foi o encerramento, dedicado à memória de Pelé. A apresentação terminou com uma homenagem ao Rei do Futebol, lembrando que esta foi a primeira edição da Copa do Mundo disputada desde o falecimento do ex-jogador. O momento reuniu praticamente todos os artistas que passaram pelo palco ao longo dos 11 minutos. Chris Martin se uniu ao PS22 Chorus, coral infantil de Nova York, e todas as atrações do show, com exceção de Madonna, se juntaram para o fechamento da apresentação. Metrópoles
A iniciativa de trazer um intervalo musical de grande escala para a final da Copa não surgiu de uma hora para outra. Meses antes do evento, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já havia confirmado que o torneio ganharia seu primeiro show de intervalo em parceria com a organização Global Citizen, chamando o momento de histórico para a competição. Pesquisas de opinião conduzidas antes do jogo já indicavam forte aprovação popular para a novidade, com a maioria dos entrevistados acreditando que a atração elevaria o nível de espetáculo do evento, tendência que se confirmou com a repercussão do show entre torcedores e fãs de música em todo o mundo.
Para o público brasileiro, acostumado a acompanhar coberturas de Copa do Mundo muito mais focadas no campo do que nos bastidores de entretenimento, a repercussão do show reforça uma tendência que já vinha se consolidando nos últimos anos: a aproximação cada vez maior entre grandes eventos esportivos e a indústria do entretenimento pop internacional. A expectativa agora é que este formato passe a se repetir em futuras edições do torneio, seguindo o caminho já trilhado por competições como o próprio Super Bowl.
Fontes: Metrópoles | Terra | Goal.com