O trabalho em equipe é um dos pilares mais importantes de qualquer iniciativa de saúde que se pretenda completa e eficaz. O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, com ampla expertise na área e fundador do projeto social Humaniza Sertão, construiu ao longo de três anos uma equipe de mais de 20 voluntários que exemplifica o poder da colaboração no cuidado às comunidades vulneráveis do sertão cearense. Confira neste artigo por que o trabalho em equipe é essencial no cuidado ao idoso e quais resultados essa colaboração produz na prática. Acompanhe e inspire-se!
Por que nenhum profissional cuida sozinho de forma completa?
A saúde humana é multidimensional. Isto é, ela envolve aspectos físicos, emocionais, cognitivos, nutricionais, sociais e jurídicos que nenhuma especialidade isolada contempla por completo. Visto que um médico excelente que não conta com o suporte de um fisioterapeuta pode identificar o risco de quedas, mas não tem ferramentas para trabalhar a reabilitação do equilíbrio de forma sistemática. De maneira que essa limitação é natural, não uma fraqueza, mas uma razão para colaborar.
Segundo o doutor Yuri Silva Portela, o trabalho em equipe não é apenas uma questão de eficiência operacional. É uma necessidade clínica. À medida que profissionais de diferentes áreas compartilham informações e constroem planos de forma coordenada, os resultados são qualitativamente superiores. De modo que o paciente recebe um cuidado coerente, sem lacunas, que potencializa os efeitos de cada intervenção.
No contexto do idoso, essa necessidade é ainda mais evidente. Nesse sentido, a complexidade das condições geriátricas, com múltiplas doenças e vulnerabilidades em diferentes dimensões da vida, exige exatamente esse olhar múltiplo e integrado que só o trabalho em equipe oferece de forma consistente.
Como o Humaniza Sertão organiza sua equipe multidisciplinar?
A equipe do Humaniza Sertão reúne fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, neuropsicopedagogos, advogados, nutricionistas e barbeiros em torno de um objetivo comum. Essa diversidade não é acidental; é o resultado de uma visão clara sobre o que significa cuidar de uma pessoa em sua totalidade, considerando todas as dimensões que afetam seu bem-estar.

De acordo com Yuri Silva Portela, cada voluntário precisa compreender não apenas seu próprio papel, mas como ele se articula com as contribuições dos demais. Assim, a consciência do conjunto é o que permite que a equipe funcione de forma coesa mesmo em contextos operacionais desafiadores, como os das comunidades remotas do sertão.
O resultado dessa organização é uma experiência única para os pacientes. Em um único dia de ação, uma pessoa pode receber avaliação médica, orientação nutricional, atendimento odontológico, suporte psicológico e orientação jurídica. Sendo assim, essa integração de serviços é o que transforma o projeto.
O que o trabalho em equipe ensina sobre liderança e propósito?
Manter uma equipe de mais de 20 voluntários engajada ao longo de três anos exige muito mais do que gestão operacional. Requer a construção de uma cultura de propósito compartilhado, em que cada voluntário compreenda que sua contribuição é essencial e que o impacto do conjunto depende do comprometimento de cada um.
Conforme destaca o doutor Yuri Silva Portela, a liderança de um projeto voluntário precisa inspirar antes de coordenar. No momento em que as pessoas entendem profundamente o porquê do projeto, o engajamento se sustenta naturalmente, mesmo diante das dificuldades. Por isso, esse senso de propósito é o combustível que mantém o Humaniza Sertão ativo e crescendo após três anos.
Juntos, o cuidado chega mais longe
O trabalho em equipe transforma o cuidado de formas que nenhum profissional isolado consegue replicar. Ele amplia o alcance, aprofunda a qualidade e garante que o paciente seja atendido em todas as suas dimensões.
O Humaniza Sertão, liderado pelo doutor Yuri Silva Portela, é a prova viva de que, quando profissionais comprometidos trabalham juntos com propósito claro, o impacto se multiplica e transforma comunidades inteiras. Apoie e valorize iniciativas que cuidam em equipe.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez